Os dois corpos foram encontrados pelo irmão da policial que
entrou pela janela casa onde ela morava. A família estava preocupada, já que no
dia anterior ela não deixou o filho na casa da mãe para ir trabalhar, como
costumava fazer. A investigação acredita que as mortes tenham ocorrido na tarde
de quinta-feira (5), em um horário em que os vizinhos estavam fora, uma vez que
ninguém relatou ter ouvido os disparos.
De acordo com a Polícia Civil, tudo indica que a
investigadora utilizou a arma funcional para atirar na criança e, em seguida,
se suicidou. Ambos os disparos foram na região da cabeça. Em uma carta deixada
no local do crime, ela afirmou que amava o filho e acusou o pai da criança de
ter abusado sexualmente do menino. ”
O suposto abuso teria sido descoberto pela mãe após o término
do relacionamento. Segundo o delegado Roberto Fernandes de Lima, Mileide
procurou a delegacia de Cambé e a Polícia Civil abriu um inquérito, que corre
em segredo de Justiça. O homem aguarda o fim das investigações em liberdade.
O pai ficou afastado do filho até a última quarta-feira,
quando obteve uma liminar que concedeu o direito de fazer três visitas
assistidas à criança. Na carta, Mileide também demonstrou indignação com a
decisão judicial. “Justiça que dá oportunidade para pai estuprador. Meu filho
não vai ser estuprado! Meu filho é um anjo! Justiça para que?”, teria escrito
em trecho da carta.
“É triste. Abala a gente. Não é fácil. Ela nunca faltou ao
serviço, procurava desempenhar bem o seu papel e de repente acontece uma
situação dessas”, lamentou o delegado de Cambé. Segundo ele, Mileide não dava
sinais de problemas psicológicos.
Antes de concluir as investigações, os policiais precisam
aguardar o laudo da balística e descartar a hipótese de que Mileide tenha sido
induzida por terceiros a cometer o crime.
Os velórios são realizados na Capela Central de Rolândia e os
sepultamentos estão marcados para as 17h30 deste sábado.
Por: Paraná Portal
Por: Paraná Portal