ELEIÇÕES 2018: O QUE AS URNAS EM ÁGUA BRANCA NOS REVELAM?

Imagem: Redes Sociais 
Analisar eleições não é um processo fácil, exige desprendimento e uma visão de ótica apurada, sem paixão e sem ressentimentos. Assim, em Água Branca, o resultado das urnas expressam algumas situações interessantes. 


Quando alguém pergunta se você costuma ver “o copo meio cheio ou meio vazio”, pode estar querendo saber se você nota as coisas que dão errado com mais frequência que as que dão certo. Mas na verdade isso é uma questão de perspectiva. E a palavra “perspectiva” remete à profundidade, ângulo de visão, enquadramento, dentre outros conceitos. A perspectiva é necessária na nossa visão de mundo, caso contrário veríamos tudo em só duas dimensões, imagine!

            Para melhor explicar vou tentar analisar o acontecido dividindo-o nos seguintes conceitos:  Situação 1 e Situação 2.   Se olharmos pelo ângulo da SITUAÇÃO 1-“o copo meio cheio...”, e o resultado dos mais votados no município, podemos entender de forma prática e pela ordem, a partir da análise dos votos dos deputados, que o Zé de Dorinha tirou em 1° lugar, o Zé Carlos em 2° lugar, e o Paulo Campos em 3° lugar. Essa é a primeira visão que qualquer popular poderia avaliar, sendo a mais óbvia e de fácil aceitação.
            Se olharmos pela SITUAÇÃO 2, pela ótica do “...meio vazio”, a leitura feita será diferente, assim, pela ordem, podemos dizer que no 1° lugar, Ex-prefeito Zé de Dorinha, perdeu parte da sua base política que o acompanhava, saiu com uma base muito menor do que historicamente sempre teve, hoje precisará reconhecer que só ganha eleições se conseguir fazer muitas alianças
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            No 2° lugar, o prefeito, que foi desmoralizado. Na história da política municipal, os prefeitos tinham por obrigação e força do cargo, ganhar as eleições e dar a maioria dos votos para seu deputado estadual, apenas Reinaldo Falcão não conseguiu fazer isso e perdeu a eleição como sabemos. A votação pífia do prefeito demostrou a situação crítica que o Zé Carlos politicamente se encontra. O Zé de Dorinha com o hospital, venceu o Zé Carlos com a prefeitura.

                No 3° lugar, Paulo Campos, que estando na oposição, valendo-se da sua boa comunicação com o povo, e surfando bem nas redes socais, demostrou sem força estrutural política, vigor eleitoral competitivo, tirou uma votação aproximada da média dos dois candidatos que estão amparando pela força das máquinas políticas no município. O Paulo Campos também rachou a base política do Zé de Dorinha, feito inédito nunca alcançado por nenhuma figura política da cidade, 

 Colocou vereadores de mandato e lideranças históricas que apoiaram os deputados no município muito atrás e abaixo do esperado, como o vice-prefeito da cidade, Roberto Torres, entre outros. O terceiro colocado tem menos rejeição, mais vigor político, e uma capacidade de diálogo e agregação gigantesca. Vale lembrar que na eleição que ele perdeu, foi um dos políticos que mais conquistou cabos eleitorais e construiu alianças ao seu redor. 
               É uma situação difícil a eleição futura em Água Branca, o que podemos analisar hoje é que, o 1° precisará do 3° para vencer o 2°, ou o 2° precisará do 3°, para vencer o 1°, ou o 3°, precisará do 1°, ou do 2°, para se eleger. É uma questão de perspectiva, de sobriedade e racionalidade. Olhar o copo sob a ótica do "meio cheio ou meio vazio", dependerá dos eleitores e dos agentes políticos. Vamos aguardar.

Por:Arlindo Maia (Jornalista e Blogueiro)

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