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MALA APREENDIDA EM OPERAÇÃO DA PF EM ARAPIRACA É AVALIADA EM MAIS DE MEIO MILHÃO

Foto/PF

Ação visou desarticular uma organização criminosa atuante desde 2016 em fraudes ao Seguro-Desemprego em Alagoas e outros três estados

 A mala apreendida durante a operação da Polícia Federal (PF) batizada de 'Seguro-Mamata' foi avaliada em mais de R$ 500 mil. O montante foi localizado na residência de uma servidora pública de Arapiraca, segundo informações repassadas pela polícia, nessa quarta-feira (14).

O material foi apreendido durante cumprimento de mandados expedidos pela Justiça Federal, visando desarticular uma organização criminosa atuante desde 2016 em fraudes ao Seguro-Desemprego nos Estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e São Paulo. Os prejuízos causados pelo esquema criminoso totalizam cerca de R$ 12 milhões, valor que, segundo a autoridade policial, pode aumentar no decorrer das investigações.

"A operação é resultado de uma investigação que começou em dezembro de 2018, a partir de uma comunicação da Caixa Econômica Federal de que saques suspeitos de seguro-desemprego estariam ocorrendo. Eles estariam concentrados em poucas empresas e com dados bem suspeitos que poderiam ser configurados como fraude. O prejuízo está estimado em R$ 12 milhões aos cofres públicos, mas, a partir da ação de hoje, podemos identificar outras provas e essa cifra subir ainda mais", destaca o delegado Leopoldo Soares Lacerda, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Alagoas.

 

A operação

 

Nessa quarta-feira, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão e um de prisão em 16 municípios distribuídos em quatro estados diferentes. Durante os cumprimentos dos mandados, foram encontrados documentos, notebooks, smartphones, mídias em geral e uma mala com uma grande quantia em dinheiro em espécie que estava na residência de uma servidora pública de Arapiraca, que não teve o nome divulgado.

Os 40 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão expedidos pela Justiça Federal em Alagoas foram cumpridos em 11 municípios de Alagoas (Maceió, Anadia, Boca da Mata, Coruripe, União dos Palmares, Arapiraca, São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios, Atalaia, Limoeiro de Anadia e Maribondo), bem como em Pernambuco (município de Palmares), Sergipe (Aracaju) e São Paulo (São Paulo, Franco da Rocha e Barueri). Além disso, a Justiça determinou o afastamento cautelar de 16 servidores públicos.

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de constituição de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informações, peculato e estelionato, cujas penas máximas, se somadas, atingem 37 anos de reclusão.


Por;Gazetaweb


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