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| Polícia Científica / SESP-PR |
Um idoso de 90 anos surpreendeu familiares e profissionais da saúde ao apresentar sinais vitais após ter sido declarado morto pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, agreste de Alagoas. O caso inusitado ocorreu na madrugada da última terça-feira (2) e foi confirmado pela administração da unidade.
De
acordo com a UPA, o paciente, natural de Igaci, deu entrada na unidade na
segunda-feira (1º) onde permaneceu internado durante o dia. Por volta das 2h30
da madrugada seguinte, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe
médica tentou reanimá-lo, mas, sem sucesso, atestou o óbito.
O
corpo foi então encaminhado ao necrotério. No entanto, já no local, um familiar
percebeu que o idoso respirava e emitia sons semelhantes a roncos. Equipes
foram acionadas, confirmaram a presença de pulsação e o levaram novamente à
área vermelha para atendimento emergencial.
Apesar
da respiração, o paciente não apresentava resposta a estímulos. Após a
realização de novos exames, a morte foi oficialmente confirmada na madrugada de
quarta-feira (3). O corpo foi, então, liberado para sepultamento. Mas posteriormente, confirmando que o
paciente estava vivo, foram retomadas os procedimentos médicos.
Em
nota (leia abaixo), a direção da UPA afirmou que não houve falhas técnicas,
médicas ou de enfermagem no atendimento prestado ao paciente.
NOTA DA UPA
A UPA de Palmeira dos Índios/AL esclarece, de forma técnica e transparente, os fatos envolvendo o paciente acima identificado, visando resguardar a informação correta à família e à comunidade, bem como a integridade do trabalho multiprofissional desenvolvido na unidadeNo dia 01/09/2025: o paciente deu entrada na UPA, foi acolhido e encaminhado para avaliação e tratamento, conforme protocolos assistenciais vigentes, com registros em prontuário.
Na data 02/09/2025 – 02h30: o paciente apresentou uma parada cardiorrespiratória (PCR). Foram instituídas as medidas cabíveis, incluindo monitorização, verificação de pressão arterial e pulso por mais de um profissional (técnicos de Enfermagem, enfermeiro e médico) e eletrocardiograma (ECG), que constatou a AUSÊNCIA DOS BATIMENTOS CARDÍACOS.Após aproximadamente 1 hora, em observação na área vermelha, MANTEVE-SE A AUSÊNCIA DE SINAIS VITAIS. Após a checagem multiprofissional, o paciente foi encaminhado ao necrotério pela equipe de maqueiros.
No Início da manhã de 02/09/2025: o médico de plantão emitiu a Declaração de Óbito. À pedido da família, procedeu-se a visualização do paciente no necrotério e, nesse momento, os familiares identificaram movimentos respiratórios. O paciente foi imediatamente reconduzido à área vermelha, onde se confirmou presença de respiração e pulso. Foram retomadas as condutas e todos os cuidados cabíveis. Apesar da respiração, não havia resposta a estímulos naquele momento. Registra-se que, antes do evento inicialmente interpretado como óbito, o paciente estava entubado e, ao voltar do necrotério, estava respirando no suporte ventilatório (Máscara de Hudson).Não foram identificadas falhas técnicas, médicas ou de enfermagem no atendimento prestado, à luz dos registros e das avaliações multiprofissionais documentadas.
Procedimentos adotados:
• Avaliação e checagem multiprofissional (médico, enfermeiro e técnicos de Enfermagem) da presença de sinais vitais;
• ECG realizado, demonstrando ausência de batimentos no momento da PCR;
• Monitorização e observação em área crítica (área vermelha), por período adequado à confirmação clínica da ausência de sinais vitais;
• Emissão de Declaração de Óbito pelo médico de plantão, observando os achados vigentes à época da avaliação;
• Imediata reversão do fluxo assistencial e retomada do cuidado intensivo, assim que identificados respiração e pulso, com comunicação à família.
Com Informações TNH1

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