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O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso após se passar por médico em uma unidade de saúde de Cananéia, no litoral de São Paulo, foi descoberto após dizer ter visto a vesícula de uma paciente, que não tem o órgão, durante um exame de ultrassom.
A mulher desconfiou da
situação e alertou o diretor de Saúde da cidade, que acionou a Polícia Militar
(PM). O suspeito foi preso na quarta-feira (7) usando o CRM de um médico sócio
em uma clínica da capital paulista.
Segundo apurado junto à
Polícia Civil, Wellington levantou suspeitas em diversos pacientes por conta
das ponderações que fazia durante as consultas na Unidade Básica de Saúde (UBS)
do Centro.
Além de afirmar que uma mulher
estava com a vesícula em boas condições, mesmo após a retirada do órgão, o
falso médico disse a outro paciente que ele não tinha gordura no fígado, apesar
de o homem estar em tratamento para a condição.
Ainda de acordo com a
corporação, outros pacientes também relataram que os laudos emitidos pelo
suspeito eram “copia e cola” de outros documentos.
Prisão
Segundo o boletim de
ocorrência, Wellington usava o CRM de um médico sócio em uma clínica de São
Paulo e realizava exames de ultrassom com equipamentos próprios.
Com o suspeito, a polícia
encontrou carimbo de outro médico, blocos de receituários de diferentes
clínicas e um cadastro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)
de outro profissional.
O suspeito alegou, de forma
informal, que receberia R$ 2 mil pelos serviços prestados. Ele foi autuado por
exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica, pois além de se apresentar
como outra pessoa, laudava com a identidade falsa.
Redação com informações g1

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