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| Foto: Material cedido ao Metrópoles |
Segundo familiares, uma sucessão de erros levou Camila Nogueira a um quadro neurológico irreversível.
Considerada por
profissionais da saúde como de “baixo risco” e “muito segura”, uma cirurgia
para retirada da vesícula e correção de hérnia transformou de forma abrupta e
inesperada a vida da consultora de moda e servidora pública do Tribunal de
Justiça de Pernambuco (TJPE), Camila Nogueira (foto em destaque), de 38 anos.
Desde 27 de agosto de 2025,
data em que foi submetida ao procedimento em um hospital localizado no Recife
(PE), Camila passou a depender integralmente de terceiros para realizar até
mesmo as necessidades mais básicas do dia a dia.
“Ela chegou ao hospital
caminhando e em plena consciência. Saiu de uma pessoa altamente desenrolada
para alguém que hoje ‘patina’ entre o estado neurovegetativo e o estado
minimamente consciente”, relatou o marido, Paulo Menezes. O casal tem dois
filhos: Marina, de dois anos, e Arthur, de seis.
Segundo o advogado Paulo Maia,
representante da família, ela estava saudável quando deu entrada na unidade,
sem apresentar histórico de doenças pré-existentes.
Ainda assim, Camila teria
sofrido uma parada cardiorrespiratória e “danos cerebrais irreversíveis”
durante o procedimento. Ela encontra-se acamada na Unidade de Terapia Intensiva
(UTI) do hospital.
Segundo Paulo, a esposa
necessita de ajuda para tomar banho, realizar as necessidades fisiológicas e se
locomover. Camila também depende de sonda para se “alimentar”.
“Hoje, se for deixada
desassistida por 24 horas, ela não consegue sobreviver sozinha. Foi exatamente
assim que deixaram a minha mulher”, desabafou.
O pai de Camila, Roberto
Wanderley Nogueira, desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, se
diz despedaçado com tudo que aconteceu com a filha.
Por Metrópoles

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