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Em comparação com a versão
tradicional, a cerveja sem álcool é mais saudável por não causar efeitos
negativos no organismo, mas há ressalvas
A cerveja sem álcool deixou de
ser uma opção “sem graça” e passou a ocupar um espaço real em encontros
sociais, bares e festas. Espuma, aroma, sabor e até o ritual de brindar
continuam ali – a grande diferença é a ausência do álcool que provoca a embriaguez
e pode trazer alguns malefícios à saúde. Mas será que uma cerveja 0,0% é
totalmente neutra para o cérebro e o comportamento? A resposta é: não
exatamente.
Cerveja sem álcool realmente
não tem álcool?
Nos últimos anos, o consumo de
cervejas sem álcool aumentou de forma consistente, tanto que já existem
diversas versões de marcas e estilos variados, como pilsen e IPA. Essa
popularidade está ligada principalmente à busca por opções mais leves, com
menos calorias, sem ressaca e que permitem participar do momento social sem
beber álcool.
Só que nem toda cerveja
rotulada como “sem álcool” é totalmente livre dessa substância. Em alguns
países, pequenas quantidades são permitidas por lei. Já as bebidas
classificadas como 0,0% não contêm etanol, que é o composto responsável pelos
efeitos clássicos do álcool no cérebro, como desinibição, alteração de
coordenação e prejuízo da memória.
Mesmo assim, especialistas
alertam que o consumo exagerado de versões com traços mínimos de álcool pode
não ser totalmente isento de efeitos, embora esteja muito distante do impacto
de uma cerveja tradicional.
O que acontece no cérebro ao
beber uma cerveja 0,0%?
Ao dar o primeiro gole em uma
cerveja 0,0%, o cérebro reconhece imediatamente sinais familiares: sabor,
cheiro, textura, visual e até o som da bebida sendo servida. Esses estímulos
ativam memórias associadas a momentos agradáveis, como encontros com amigos ou
situações de descontração.
Segundo especialistas em
neuropsicologia, esse reconhecimento sensorial pode ativar áreas cerebrais
ligadas ao prazer e à recompensa. Mesmo sem álcool, o cérebro pode liberar
pequenas quantidades de dopamina, o neurotransmissor associado à sensação de bem-estar.
Ou seja, o efeito agradável vem mais da expectativa, do contexto e do hábito do
que de uma ação química do álcool em si.
E o comportamento pode mudar?
A principal diferença entre o
consumo de cerveja com e sem álcool está justamente no que não acontece. Sem
etanol, não há perda de inibição, a coordenação motora permanece preservada e a
memória não sofre prejuízos. A pessoa pode se sentir relaxada e integrada ao
ambiente, mas sem atitudes impulsivas, falas exageradas ou comportamentos
típicos da embriaguez.
Fonte: Tudo Gostoso

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