O Ministério Público do Estado de Alagoas publicou portaria e reabriu a apuração envolvendo ilhas no Rio São Francisco, na região entre Delmiro Gouveia (AL) e Paulo Afonso (BA).
No vídeo, o promotor de
justiça de Delmiro Gouveia, Frederico Alves Monteiro, comenta o assunto e
detalha as providências adotadas, como o pedido de informações ao IBGE sobre
registros histórico-cartográficos.
A iniciativa foi provocada por
Renato Ferreira, 63 anos, autor da tese defendida em 2013: “A posse clandestina
das terras de Paulo Afonso-BA: Uma análise jurídico-histórica”.
Ele era então graduando no
curso de Direito e autor da tese defendida em 2013, na Faculdade Sete de
Setembro, atualmente Unirios, ironicamente localizada em Paulo Afonso, na
Bahia. E o nome do trabalho que consumiu quase 30 anos da vida de Renato. O
trabalho foi elogiado por muita gente da área, embora alguns duvidem da
eficácia dele e detestado, naturalmente, pelos baianos.
Segundo suas pesquisas ao
longo desse tempo, trata-se da usurpação, pela Bahia, das ilhas do Rio de São
Francisco, que pertenciam à Capitania de Pernambuco até 16 de setembro de 1817,
quando da emancipação da Província de Alagoas de Pernambuco.
Caso consiga provar nas
instâncias jurídicas e até no Supremo Tribunal Federal (STF) a titularidade
dominial das ilhas por Alagoas, Renato pode reverter ao Estado milhões em
royalties. Não há números oficiais, mas os valores pagos estariam calculados em
torno de R$ 90 milhões por ano.
ASSISTA VÍDEO DO PROMOTOR:
Por: pa4
Vídeo: @fredericoalvesmonteiro
Fotos inseridas no vídeo: Edilson Omena


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