Uma estátua de Nossa Senhora de Fátima avaliada em cerca de R$ 5 milhões foi destruída por um incêndio na manhã de 24 de fevereiro de 2026, enquanto ainda estava em fase final de construção no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal (RN). O monumento teria 35 metros de altura e fazia parte de um complexo religioso criado para atrair visitantes e fortalecer o turismo na região.
Segundo informações iniciais,
o incêndio começou após um curto-circuito em uma máquina de solda, utilizada na
estrutura metálica interna da estátua. As fagulhas atingiram materiais
inflamáveis presentes na obra, fazendo com que o fogo se espalhasse rapidamente.
Um trabalhador sofreu
queimaduras leves e recebeu atendimento. Apesar disso, grande parte da
estrutura foi consumida pelas chamas, restando apenas algumas partes superiores
parcialmente intactas.
Por que a estátua pegou fogo
tão rápido
A rapidez do incêndio está diretamente ligada aos materiais utilizados na construção, comuns em esculturas monumentais modernas. A estrutura incluía um núcleo de isopor (EPS), revestido com fibra de vidro e resina, além de uma base metálica que dava sustentação.
Esse tipo de técnica é
amplamente utilizado porque reduz o peso total da obra e acelera o processo de
construção. Porém, o isopor e a resina são altamente inflamáveis, o que aumenta
o risco em situações com calor intenso ou fagulhas.
Por isso, quando o
curto-circuito ocorreu, o fogo encontrou um ambiente propício para se espalhar
rapidamente pelo interior da estrutura.
Prejuízo milionário e decisão
inesperada do escultor
O monumento integrava o
Complexo de Veneração a Nossa Senhora de Fátima, projeto que buscava
transformar o local em um ponto de turismo religioso e visitação. A estrutura
principal estava praticamente concluída, restando apenas etapas finais de
acabamento.
O escultor responsável,
Ranílson Viana Barbosa, confirmou que vai reconstruir a estátua sem cobrar
custos adicionais da prefeitura. Ele é conhecido por obras monumentais,
incluindo uma das maiores estátuas católicas do mundo, inaugurada recentemente
no Nordeste.
A reconstrução deve ocorrer
após avaliação técnica e definição de um novo cronograma. Enquanto isso, o caso
levanta discussões sobre segurança em obras monumentais e os cuidados
necessários ao trabalhar com materiais inflamáveis.
O projeto continua sendo visto
como estratégico para o turismo religioso da cidade. Mesmo após o incêndio, a
expectativa é que o monumento seja reconstruído e se torne um novo símbolo
regional quando concluído.
Redação com informaçoes FDR.com
Vídeo: Youtube

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