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A polícia francesa prendeu um
homem de 43 anos, acusado de manter em cativeiro seu filho de 9 anos em um
micro-ônibus desde novembro de 2024 em Hagenbach, cidade na região da Alsácia
francesa e próxima à fronteira com a Suíça e com a Alemanha.
As autoridades foram alertadas
por vizinhos, que ouviram “sons de uma criança” vindos da van, que estava no
estacionamento de um condomínio residencial onde vive o pai com a companheira e
mais duas crianças.
Os policiais forçaram a
entrada no automóvel e libertaram o menino, que estava malnutrido e incapaz de
andar por ficar tanto tempo em posição fetal, acrescentou Heitz. Ele não tomava
banho desde 2024. O resgate ocorreu na última segunda-feira (8/4). A vítima foi
levada para o hospital.
Menino tinha boas notas na
escola
O pai afirmou aos
investigadores que trancou o filho, que tinha 7 anos à época, no microônibus no
fim de novembro de 2024, “para protegê-lo”, porque a parceira dele queria
colocar a criança em um hospital psiquiátrico. O promotor indicou que não havia
nenhum registro médico de que o menino teria problemas psiquiátricos e que ele
recebia boas notas na escola.
A companheira do homem, que
também foi detida, mas posteriormente liberada, disse que não sabia do
cativeiro e que acreditava que o menino havia sido internado em uma clínica
psiquiátrica. Parentes também afirmaram achar que ele estava em uma instituição
de saúde. Os professores foram informados de que ele havia se transferido para
outra escola.
O pai, por sua vez, disse que
deixou a criança retornar para a casa em meados de 2025, mas a irmã da vítima,
de 12 anos, admitiu que não via o menino desde 2024 e que o pai saía para
trabalhar com entregas todos os dias com o automóvel.
Ela também acrescentou que
vive com o pai, a namorada dele e a filha da mulher há “quatro ou cinco anos”
porque a mãe deles sofre de problemas psiquiátricos.
Segundo os investigadores, o
pai monitorava a van por vídeo e visitava o menino duas vezes para deixar
mantimentos. A criança afirmou que recebia comida, mas que tinha apenas uma
mochila com roupas e que era obrigado a urinar em garrafas de plástico e utilizar
sacos de lixo para outras necessidades.
O pai foi indiciado por
sequestro e outras acusações e mantido sob custódia. A companheira dele, por
omissão de socorro a menor em perigo. A irmã de 12 anos do menino e a filha de
10 anos da companheira do pai foram colocadas sob cuidados de assistentes sociais.
As autoridades não divulgaram os nomes da vítima nem dos familiares. A
Promotoria também está investigando se outras pessoas sabiam da situação do
menino.
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