Joedson Alves/Agência Brasil   O homem suspeito de dopar e agredir a própria esposa no bairro Baixa Grande, em Arapiraca, foi preso em f...

MEDIDA PROTETIVA- Esposa que era dopada e agredida faz gesto internacional de pedido de socorro e marido é preso

 

Joedson Alves/Agência Brasil

 

O homem suspeito de dopar e agredir a própria esposa no bairro Baixa Grande, em Arapiraca, foi preso em flagrante na noite dessa segunda-feira (25). A mulher confirmou a violência ao fazer o gesto internacional de pedido de socorro - abrir a palma da mão e dobrar o polegar para dentro - na direção dos militares.


O caso veio à tona depois de uma equipe da Polícia Militar ter sido abordada por uma testemunha que recebeu mensagens da vítima clamando por ajuda. De acordo com a PM, a mulher foi encontrada visivelmente abalada e com hematoma no corpo. Ela denunciou ter sido ameaçada, agredida e dopada, uma prática que já ocorria com frequência.

 

Além do abalo emocional, a mulher estava sonolenta e com enjoos. Ela também estava desorientada, alternando momentos de lucidez com episódios de rebaixamento de consciência. Também foi visto um ferimento em um dos braços.

 

Em conversa com a equipe policial, a vítima revelou que estava casada com o suspeito há cerca de 20 anos e que o casal tem três filhos. Ela relatou sofrer agressões, xingamentos, ameaças e violência psicológica constante.

 

Ela também afirmou ter sido golpeada pelo marido recentemente com uma prancha de cabelo (chapinha).

Manipulação de medicamento

 

A vítima explicou que não faz uso de remédios controlados, mas suspeitava que o marido estava administrando substâncias sem o seu consentimento devido às crises recorrentes de sonolência inexplicável.

 

Ela apontou que a substância poderia ter sido misturada em um pote de Whey Protein guardado na geladeira. A situação será investigada.

 

Medida protetiva

 

Após o atendimento médico, a vítima e o agressor foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. O suspeito permaneceu detido e à disposição da Justiça.

 

A vítima revelou também que há três meses chegou a procurar a Patrulha Maria da Penha, registrando uma denúncia e solicitando uma medida protetiva de urgência. Contudo, antes do deferimento da justiça, ela desistiu do pedido e reatou o relacionamento há cerca de um mês, período em que o ciclo de violência e as ameaças retornaram.

 

Devido ao estado de saúde da mulher, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a conduziu para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Na unidade de saúde, ela recebeu hidratação venosa.



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