Pedro Nepomuceno dos Santos Neto, de 32 anos, e o filho dele, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, de 15 anos, encontrados mortos em uma barragem em Delmiro Gouveia, no interior de Alagoas, foram vítimas de afogamento. É o que concluiu o laudo da Polícia Científica.
Com o resultado, a Polícia
Civil concluiu o inquérito policial, descartou indícios de crime e apontou a
morte como acidental. A informação foi divulgada pelo órgão investigador nesta
quarta-feira (8).
Pai e filho foram encontrados
mortos no dia 29 de junho deste ano. Eles desapareceram na manhã do dia
anterior, 28 de junho, quando saíram de casa, por volta das 10h, em uma
motocicleta.
O desaparecimento mobilizou
familiares, moradores e equipes de resgate, que realizaram buscas na região ao
longo do dia.
Durante as diligências, a
motocicleta utilizada por pai e filho foi encontrada às margens da barragem,
juntamente com documentos pessoais, roupas e sandálias.
Segundo o delegado do caso,
Andrey Araújo, os laudos da perícia foram mais precisos quanto à causa da morte
do adolescente, concluindo que ele foi vítima de afogamento. No caso do pai, de
acordo com a autoridade policial, houve ação de animais aquáticos no corpo da
vítima. As intervenções impediram uma avaliação mais robusta em relação a ele
por causa da ausência de algumas partes do cadáver.
Durante as diligências, a
motocicleta utilizada por pai e filho foi encontrada às margens da barragem,
juntamente com documentos pessoais, roupas e sandálias.
"Apesar disso, o laudo
constatou que não havia sinais, evidências ou lesões que indicassem violência
anterior ao óbito. Já por esses laudos, nós entendemos que tudo direciona para
a morte por afogamento dos dois", afirmou o delegado Andrey Araújo.
Além dos laudos, ele afirmou
que a Polícia Civil identificou duas testemunhas - uma delas pescadora - que
estavam na região da barragem, mas em locais distintos. As duas tiveram
depoimentos convergentes ao indicarem que os dois chegaram juntos, sem a companhia
de outras pessoas, tiraram a camisa e os pertences, como carteiras e celulares,
e deixaram a motocicleta próxima ao local.
Depois, pai e filho
conversaram naturalmente e, em seguida, mergulharam na barragem, conforme os
depoimentos.
"As testemunhas indicaram
que tanto a moto quanto os pertences estavam do mesmo jeito. Juntando tudo
isso, nós conseguimos chegar à conclusão de que, de fato, os dois se afogaram.
Só não temos como precisar a ordem: quem se afogou primeiro, quem foi tentar
ajudar o outro, como é que isso aconteceu", explicou o delegado.
Polícia Civil descartou
indícios de crime e encerrou o inquérito; o caso aconteceu no final do mês de
junho
Com informações Gazeta Web.com

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