POLÍCIA PRENDE FUNCIONÁRIA DO CARREFOUR ENVOLVIDA NA MORTE DE JOÃO ALBERTO


 Adriana Alves Dutra acompanhou os dois seguranças que agrediram João Alberto até a morte; nas imagens, ela aparece filmando a cena. João Beto, cidadão negro de 40 anos, morreu espancado no estacionamento do supermercado em 19 de novembro.

Agente de fiscalização do estabelecimento, Adriana é a mulher que aparece de blusa branca nas imagens do espancamento, junto de Magno e Giovane. Segundo a delegada Vanessa Pitrez, diretora do Departamento de Homicídios, a polícia acredita que Adriana teve participação decisiva nas agressões sofridas por João Beto, porque ela teria poder de comando sobre os dois seguranças.

 

Em gravações feitas no momento do espancamento, a funcionária do mercado aparece filmando a cena. Um motoboy que registrou o crime diz ter sido ameaçado por ela.

 

Adriana foi presa em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde mora. A advogada Karla Sampaio, que representa a funcionária do Carrefour, informou que não irá se manifestar neste momento.

 

A Polícia Civil também investiga se a Adriana mentiu sobre o caso. Isso porque em seu primeiro depoimento, antes de ter sido detida, ela disse que o PM preso pelo crime era cliente do Carrefour – e não um funcionário da empresa de segurança contratada pelo supermercado. A mulher também afirmou que não ouviu João Beto pedir ajuda (veja as principais contradições apuradas no depoimento).

 

Nesta segunda-feira (23), a Polícia Civil informou que sete pessoas são investigadas no inquérito que apura o crime.

 

Após a prisão de Adriana, o G1 entrou em contato com o Carrefour, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

O crime

João foi assassinado após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado, que fica na Zona Norte da capital gaúcha.

 

A vítima teria falado algo e feito gestos para a fiscal, que chamou a segurança. João Beto fazia compras com a esposa, Milena Borges.

 

Os dois seguranças então conduziram João até o estacionamento. Ao chegar próximo, João desferiu um soco em um deles. Aí começaram as agressões. João foi derrubado no chão, levou socos e um dos seguranças chegou a ajoelhar sobre as costas dele. Uma análise preliminar do laudo de necropsia aponta a asfixia como provável causa da morte.

 

Uma ambulância foi chamada, mas João estava morto.


Por G1/Foto:Reprodução TV Globo

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