FILHO QUE MATOU O PAI DETALHA CRIME: “PASSEI MAIS DE 2 HORAS ESPERANDO QUEIMAR TUDO"

Homem carbonizou o corpo do pai por tanto tempo que só restaram cinzas/Reprodução

Felipe Batalha foi preso na Bahia, em um ônibus com a esposa e dois filhos menores de idade, na quinta-feira (21), enquanto tentava fugir para São Paulo


Após esmagar a cabeça do próprio pai a pedradas, Felipe da Silva Batalha decidiu que queimaria o corpo da vítima para não deixar nenhum vestígio, e assim o fez. Ele passou duas horas alimentando o fogo com madeira e pneus para que só restassem as cinzas de Cícero Vieira Batalha, de 59 anos. O crime chocou a pequena cidade de Mata Grande, no Sertão de Alagoas.

Foi diante dessas cinzas que o assassino confessou e detalhou o crime à polícia. Felipe Batalha foi preso na Bahia, em um ônibus com a esposa e dois filhos menores de idade, na quinta-feira (21), enquanto tentava fugir para São Paulo.

Trazido de volta para Alagoas, ele foi com os policiais ao local onde matou o pai e começou a narrar como tudo aconteceu. “Foi aqui que eu queimei, coloquei pneu, pau, botei tudo aí, casca de mato. Passei mais de duas horas esperando o fogo pegar e queimar tudo”, detalhou. “Porque eu não queria deixar vestígio”.

O homem alegou que matou o pai porque tinha muitos desentendimentos com ele por conta de herança. O suspeito queria que o pai antecipasse em vida a herança que ele teria direito como filho. O acusado será indiciado por crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Nesta sexta-feira (22), a justiça decretou a prisão preventiva de Felipe da Silva Batalha após pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL). Contudo, o juiz não homologou a prisão em flagrante e a relaxou por, segundo o magistrado, não atender aos requisitos previstos. Felipe Batalha permanecerá preso em razão da decretação da prisão preventiva.

Ao fundamentar a decisão para prisão preventiva, o juiz afirma que foi “para a garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta da conduta investigada e do excepcional modus operandi supostamente empregado, bem como para assegurar a aplicação da lei penal”.


Gazetaweb

 

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