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| Reprodução/TV Pajuçara |
O pequeno Miquéias Rafael não chegou a completar nem 24 horas de vida antes de morrer. O caso aconteceu no dia 11 de janeiro. No entanto, nesta semana, a família decidiu denunciar a equipe médica da Maternidade Santo Antônio por negligência no atendimento no pré e pós-parto.
A família do bebê relatou à TV
Pajuçara que a mãe deu entrada duas vezes na unidade de saúde, no bairro
Cambona, no dia 11. Na primeira, às 4h, a equipe médica examinou a gestante e a
encaminhou para casa por falta de dilatação. Pouco tempo depois, às 7h, ela
retornou. Mesmo com dores e com três centímetros de dilatação, o parto foi
realizado somente às 14h.
O pai, José Fabiano, relatou
que, no momento do parto, tudo parecia normal. “Eu estava querendo entrar, para
ver o meu filho nascer. Quando eu entrei, já não faltava muito. Já dava para
ver os cabelos e tudo. E eu vi que ela [a mãe] estava sentindo muita dor, que é
normal do parto. Então, como sempre, eu orei, que tenho a minha fé. Quando eu
terminei de orar, meu filho nasceu. Aí nesse momento ele começou a chorar. A
médica pegou e colocou ela no peito. Esse choro não durou muito tempo”.
A avó paterna, Patrícia dos
Santos, acompanhou as primeiras horas de vida do neto e disse que percebeu que
havia algo errado com o bebê desde o momento que pôde pegá-lo nos braços. “De
14h30, a gente foi para o quarto. Eu botei o bebê perto dela [da mãe]. Quando
era cerca de 16h, mandei ela tentar amamentar o bebê. E quando ela o colocou no
peito, ele não pegava, não demonstrava reação de abrir a boca. E ficava
derramando uma ‘babinha’. A gente ficava limpando. E, diante disso, não havia
um enfermeiro, um médico, ninguém para avaliar.”
A avó tambem disse que a
primeira alimentação do bebê aconteceu apenas à meia-noite. “Ele ficava
gemendo, não sei, fazendo barulhinho. Outro dia eu fui pra ela vir embora, a
outra avó. E eu ficava. Aí entrei de 8h30. Ele foi comer, a gente ficou
ansiosa, achou que ia trazer eles pra casa. A médica veio para fazer o exame do
coração. Quando ela pegou o bebê do meu braço, já correu para o pediatra. Então
ela disse, ele teve uma parada cardíaca.”
José disse que vai levar o caso para a Defensoria Pública. Segundo ele, a conduta de alguns funcionários da maternidade foi errada e nos documentos registraram o filho como prematuro. “Ele nasceu com 37 semanas, que no caso seria 7 meses. Mas a gente fez ultrassom e com base no ultrassom, dá nove meses certinho do dia que ele nasceu.”

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