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| Foto: Assessoria |
A ‘Operação Identidade Oculta’ foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4)
A Polícia Federal (PF) prendeu
no estado do Maranhão um homem acusado de crimes de abuso sexual infantil. Ele
usava perfis falsos na internet para induzir crianças, preferencialmente do
sexo feminino, a produzir fotos e vídeos íntimos. Uma das vítimas reside em
Alagoas. A ‘Operação Identidade Oculta’ foi deflagrada na manhã desta
quarta-feira (4).
O objetivo da ‘Operação
Identidade Oculta’ é reprimir crimes de abuso sexual infantil, praticados
através da internet com a utilização de perfis falsos de redes sociais. As
investigações preliminares indicam que um suspeito criou pelo menos um perfil
falso em uma rede social, fingia então ser um adolescente, para induzir
crianças a produzir fotos e vídeos íntimos.
Segundo a Polícia Federal,
foram cumpridos dois mandados de busca, sendo um no estado do Maranhão e outro
em São Paulo. O usuário do perfil falso foi preso preventivamente no Maranhão.
Durante as buscas foram
apreendidos os smartphones utilizados pelos moradores das residências. Conforme
informou a PF, esses equipamentos serão encaminhados aos peritos com o objetivo
de identificar elementos que apontem que era o usuário do perfil falso
utilizado para assediar a criança alagoana.
A Polícia Federal destacou
ainda que a investigação continuará com o objetivo de identificar a criação de
outros perfis falsos e novas vítimas.
O delegado da PF, Francisco Luis Marques Ribeiro Filho, alertou aos pais e responsáveis sobre a importância da monitoração dos filhos. “Esse tipo de operação serve também para alertar as famílias para que monitorem e tenham cuidado com a exposição dos seus filhos na internet porque muitas vezes esses abusadores, eles escolhem seus alvos pelo conteúdo que eles encontram em redes sociais.
Esse tipo de ação criminosa é conhecida como “grooming”. É comum que abusadores sexuais infantis utilizem perfis falsos com fotos de crianças ou adolescentes com o objetivo de ganhar a confiança de suas vítimas. Após algumas conversas as vítimas são convencidas a tirar fotos ou gravar vídeos sensuais e depois enviá-los ao assediador, sem saber que estão sendo enganadas.
Caso a vítima não colabore, o
abusador passa a constrangê-la, ameaçando seus familiares ou ameaçando publicar fotos ou
vídeos anteriormente enviados pela criança em páginas abertas ou em redes
sociais de conhecidos.
Redação com Assessoria

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