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Levantamento do Instituto Nacional do Câncer acende alerta para doença que ainda é considerada silenciosa - e deve ser tratada o quanto antes
O câncer de pele é um
crescimento descontrolado das células da pele, frequentemente causado pela
exposição excessiva a raios ultravioletas. No Brasil, a doença corresponde a
33% dos diagnósticos de câncer, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer.
Na prática, essas células que
crescem 'desordenadas' se dispõem formando camadas, e podem variar para
diferentes tipos de câncer de pele.
Apesar de ser comum, o câncer
de pele ainda é considerada uma doença silenciosa, com sintomas discretos, que
podem evoluir sem o indivíduo se dar conta. Ainda assim, o oncologista Diogo
Sales, do Hospital Jayme da Fonte dá orientações sobre os primeiros sintomas.
"A mudança de um sinal já existente - quando aumenta, muda de cor, muda de
formato, começa a coçar ou sangrar - é um alerta. O aparecimento de uma nova
lesão diferente das outras também merece atenção. Outra situação é uma ferida
que não cicatriza em três a quatro semanas, formando casquinha e podendo
sangrar", explica.
A importância do diagnóstico
precoce
O diagnóstico do câncer de
pele em estágios iniciais é fundamental para evitar tratamentos agressivos e
obter a cura. Por isso, o autoexame é importante, para detectar mudanças em
pintas ou sinais, assim como feridas que não cicatrizam.
Diogo Sales explica o método
ABCDE, que reúne sinais importantes a serem observados. São eles:
A de assimetria, quando uma
metade do sinal não é igual à outra;
B de bordas irregulares e
recortadas;
C de cor, quando há mudança ao
longo do tempo;
D de diâmetro, geralmente
maior que cinco milímetros;
E de evolução, que é quando o
sinal muda, escurece, dói ou sangra.
"Mesmo que o câncer de
pele possa ser silencioso em alguns casos, é fundamental prestar atenção
principalmente na evolução da lesão", ressalta ainda.
Primeiros passos e tratamento
Passadas as identificações
iniciais, é necessário buscar orientação médica e avaliações clínicas. "O
dermatologista faz o exame físico e a dermatoscopia, que é a avaliação com lupa
e luz, ajudando a diferenciar lesões benignas das malignas. Havendo suspeita de
câncer, a biópsia é o exame fundamental. Em casos selecionados, especialmente
no melanoma, podem ser utilizados exames complementares de imagem, como
ultrassom, tomografia, entre outros", orienta o oncologista.
Após isso, o tratamento varia
de acordo com o tipo de câncer de pele, do tamanho, da profundidade da lesão e
também se houve metástase. Diogo Sales afirma que o tratamento acontece de
forma interdisciplinar, que pode envolver cirurgia, imunoterapia, quimioterapia
e, em situações específicas, radioterapia.
Por Jc.uol

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