![]() |
| Imagem Ilustrativa |
Homens pagavam valor irrisório para a cuidadora da criança para poder cometer estupros; MPAL pediu prisões preventivas
O Ministério Público de
Alagoas (MPAL) informou nesta segunda-feira, 30, que a avó, o tio e o vizinho
de uma menina de 10 anos foram presos, de maneira preventiva, no município de
Junqueiro, a 117 quilômetros de Maceió, acusados de exploração sexual contra a
menor. Os crimes, ocorridos de forma reiterada, aconteciam mediante pagamento
financeiro.
As informações detalham um
cenário de extrema vulnerabilidade. De acordo com a denúncia, um dos acusados,
tio paterno da vítima, pagava cerca de R$ 10,00 à avó e à própria criança para
cometer os abusos.
Participação da avó
As investigações indicam que a
avó, responsável legal pela guarda da criança, tinha conhecimento dos abusos
praticados pelo tio, mas não tomou medidas para impedir os crimes, permitindo
sua continuidade. Em relação ao vizinho, não ficou comprovado que ela tinha
ciência das condutas.
Relatos colhidos por meio de
escuta especializada demonstram que a criança era submetida a sucessivos atos
libidinosos, em um ciclo contínuo de exploração e violência. O tio paterno
confessou a prática criminosa, admitindo que os abusos ocorreram diversas
vezes, assim como, o outro, também teve sua conduta descrita de forma
consistente nos autos, evidenciando a materialidade dos crimes.
Prisões preventivas
Diante da gravidade do caso, o
Ministério Público requereu as prisões preventivas, destacando a “necessidade
de garantir a ordem pública, impedir a reiteração criminosa e resguardar a
integridade da criança”.
Os mandados foram cumpridos no
último fim de semana, em ação coordenada pelo delegado Claudemiltkson
Benemarcam, com apoio do chefe de operações da Delegacia de Junqueiro, Maurício
Santino.
Além disso, a ação contou com
o apoio do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de
Assistência Social (CREAS) de Junqueiro, que contribuíram para o andamento das
investigações e o suporte à vítima.
Audiência de custódia
Em audiência de custódia
realizada nesta segunda-feira (30), o pedido de manutenção das prisões foi
reiterado e integralmente acatado pelo Poder Judiciário.
Outro denunciado, um vizinho,
também é apontado como autor de violência sexual contra a menor, com pagamentos
que variavam entre R$ 2,00 e R$ 10,00. Há ainda a menção a um terceiro suspeito
identificado, que não foi localizado até o momento.
Por AL 24 Horas

0 Comentarios:
Postar um comentário