DECISÃO- Professor acusado de comparar aluno negro a chimpanzé é condenado a 7 anos de prisão

 



Docente de escola particular no Benedito Bentes também deverá pagar R$ 15 mil de indenização à vítima


Um professor foi condenado a sete anos e três meses de prisão por injúria racial e corrupção de menores após ofender racialmente um aluno de 13 anos dentro da sala de aula, em uma escola particular de Maceió. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (2), após ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) em março deste ano.

 

Além da pena de prisão, o réu deverá pagar R$ 15 mil de indenização mínima pelos danos causados ao adolescente.


A atuação do MPAL no processo foi conduzida pelas 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da Capital, representadas pelos promotores Ricardo Libório e Dalva Tenório.

 

Aluno foi alvo de comentário durante aula

 

O episódio aconteceu em 12 de fevereiro de 2026, em uma escola privada localizada no Benedito Bentes, na parte alta da capital.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o acusado dava aula para uma turma do 8º ano quando um estudante apresentou um caderno com a imagem de um chimpanzé na capa. As investigações mostram que, ao perguntar com quem a imagem se parecia, o professor apontou para um aluno negro, de 13 anos. A atitude provocou risos entre os demais estudantes que estavam na sala.

 

O adolescente relatou que ficou profundamente abalado com a situação e continuou sendo alvo de chacotas nos dias seguintes. Em depoimento, ele contou que passou a ter resistência em retornar à escola e só voltou após saber que o professor havia sido afastado.


Outros alunos que presenciaram o episódio também foram ouvidos durante a investigação. Eles confirmaram que o professor apontou para a vítima após a pergunta sobre a imagem do chimpanzé e relataram a tristeza demonstrada pelo adolescente.

 

O procedimento disciplinar aberto pela própria escola também registrou a versão do professor. O docente reconheceu ter apontado para o aluno, mas negou que tivesse intenção racista.

 

Durante o processo, o Ministério Público chegou a solicitar uma medida cautelar para impedir que o denunciado exercesse atividades de docência ou qualquer outra função que envolvesse contato direto com crianças e adolescentes.

 

 Gaetaweb *com informações da assessoria.

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