TRANSIÇÃO DE 14 MESES- CCJ do Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 sem mudanças no relatório-

 



Senadores ainda analisam destaques à proposta que altera a carga horária da jornada de trabalho e estabelece folgas


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (2) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1. Os senadores, no entanto, ainda devem analisar possíveis destaques ao texto.

 

A proposta foi aprovada de forma simbólica, com votos contrários dos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Depois da análise da CCJ, a PEC ainda precisará do aval de ao menos 49 votos no plenário da Casa, em dois turnos. A pauta é de interesse prioritário do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus apoiadores. Em ano eleitoral, a matéria possui alto apelo popular.

 

Governistas articulam para que a votação no plenário ocorra ainda na tarde desta quarta-feira. O relator da medida, senador Omar Aziz (PSD-AM), optou por não acatar emendas e manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio justamente para não atrasar o processo de aprovação e obrigar um retorno à análise dos deputados.

 

Aziz recusou todas as 36 emendas apresentadas. Na leitura de seu relatório, condenou a apresentação de emendas da oposição relacionadas à remuneração baseada por hora. Afirmou que a mudança "descaracterizaria" a proposta: "Isso não existe. A PEC não trata apenas de jornada de trabalho, mas de saúde mental, não faz nenhum sentido isso."

 

A bancada do PT busca apoio para um requerimento de calendário especial, de autoria da senadora Eliziane Gama (PT-MA). Pelo rito normal, uma PEC precisa cumprir cinco sessões de discussão no plenário, no entanto, o calendário especial eliminaria esse intervalo regimental e possibilitaria a apreciação em dois turnos em uma única sessão plenária.

 

 Por: CNN Brasil

 

 

 

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