MONITORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE ENSINO INTEGRAL DEFLAGRAM GREVE APÓS TEREM REAJUSTE NEGADO PELO GOVERNO DE AL

Profissionais cobram inclusão da classe no PCCS; paralisação iniciará nesta quarta-feira (17) e segue por tempo indeterminado

 

A promessa de aumento salarial para os profissionais da Educação em Alagoas deixou de fora uma parcela importante de professores. Em resposta ao governo de Alagoas, os Monitores da Educação Profissional de Ensino Integral entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (17). A paralisação foi determinada após consenso entre os membros da classe, durante reunião realizada nesta segunda (15).

De acordo com a nota da direção dos Professores da Educação Profissional (PEP), o governo de Alagoas negou manter um diálogo com a classe e excluiu os profissionais do reajuste salarial referente a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Ainda segundo a PEP, os proventos estão defasados desde o ano de 2017, uma lapso temporal de quase cinco anos sem aumento.

A nota informa ainda que farão um calendário de greve, que será divulgado em breve nas escolas, além da realização de atos públicos para chamar a atenção da sociedade alagoana.

Em entrevista à GazetaWeb, o professor Edvan Azevedo, uma das lideranças do movimento, informou que paralisação deve afetar o Ensino Profissionalizante por todo o estado e que apenas os monitores da educação básica foram contemplados pelo PCCS. Ele ainda disse que os cursos de RH, tecnologia da informação e marketing já terão as atividades suspensas a partir desta quarta (17), na Escola José Aprígio Brandão, referência no Ensino Profissionalizante em Alagoas.

 

Vozes silenciadas

 

A nota da direção do movimento faz graves acusações à Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). Os profissionais acusam a pasta de tentar silenciar as reivindicações dos professores. O texto critica a postura do governo de Alagoas pela falta de diálogo com os profissionais, incentivando o retrocesso técnico dos trabalhadores.

"O Governo do Estado retira o reajuste salarial de dezenas de profissionais levando retrocesso ao nível técnico (trabalhadores em educação e seus empregadores, o Governo), e asfixia a classe desfavorecendo a categoria e o Ensino Integral Profissional no estado. Para a tristeza do Governo, não vamos nos calar. Falaremos, apesar da negativa do diálogo por parte deles. Lutaremos, apesar da tentativa de calar nossas vozes por meio da imposição da SEDUC", diz um trecho da nota

A GazetaWeb entrou em contato com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para um posicionamento sobre a greve, mas ainda não teve retorno.

 

Confira a nota na íntegra:

 

PEP – PROFESSORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

 

NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE

 

Temos direito de lutar por nossas vidas, portanto, vemos a Greve como alternativa!

Em consenso realizado nesta segunda-feira (15), de novembro, Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Profissional decidiram por começar greve a partir da próxima quarta-feira (17), do ano corrente. PEP (Professores da Educação Profissional), que representa professores/as, que luta e repudia a negação do reajuste salarial (PCCS) do Governo do Estado de Alagoas.

O Poder Executivo não dialogou com os trabalhadores em educação, ao mesmo tempo em que nos quer em atividades presenciais, expostos ao coronavírus em momento de importância da pandemia. O Governo do Estado retira o reajuste salarial de dezenas de profissionais levando retrocesso ao nível técnico – trabalhadores em educação e seus empregadores, o governo -, e asfixia a classe desfavorecendo a categoria e o Ensino Integral Profissional no Estado.

Para a tristeza do Governo, não vamos nos calar! Falaremos, apesar da negativa do diálogo por parte deles. Lutaremos, apesar da tentativa de calar nossas vozes por meio da imposição da SEDUC.

O PEP reafirma que a Greve pelo Reajuste Salarial (PCCS), defasado desde 2017, continua e logo em breve divulgará calendário de greve nas escolas e atos públicos simbólicos como forma de mostrar para toda a sociedade nossa indignação.

 

A DIREÇÃO DOS PEP


Gazetaweb

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